Enciclopédia das Drogas

As drogas são substâncias que apresentam um efeito intoxicante na mente humana. As substâncias psicoativas, tanto naturais quanto artificiais, legais ou ilegais, podem ser consumidas por diversas vias e provocam alterações no sistema nervoso central, gerando desde euforia e alívio da dor, até distorções da percepção da realidade. A dependência química, caracterizada pela necessidade compulsiva de consumir essas substâncias, mesmo diante de consequências negativas, é um problema de saúde pública grave. No entanto, o conceito de dependência se estende além das drogas, abrangendo também comportamentos como o jogo patológico. Podemos classificar as drogas em três categorias:

  1. Depressores: são drogas como a cannabis, as benzodiazepinas, heroína, morfina, GHB, entre  outros. As drogas depressoras são as substâncias que diminuem a atividade do sistema nervoso central. Isso corre reprimindo as estruturas pré-sinápticas, tendo uma quantidade menor de neurotransmissores e diminuindo também a função dos receptores pós-sinápticos. Tem como principais características causar ao usuário:
    • Menor capacidade de raciocínio e de concentração.
    • Sensação exagerada de calma e relaxamento, mesmo frente ao perigo.
    • Aumento do sono e diminuição dos reflexos.
    • Maior resistência à dor e menor coordenação motora fina. 
    • Diminuição da capacidade para operar máquinas, dirigir veículos de qualquer tipo, aprender coisas novas e até mesmo de rendimento em atividades usuais.
  2. Estimulantes: são drogas como anfetamina, cocaína e ecstasy (MDMA). As drogas estimulantes são substâncias que estimulam a atividade do sistema nervoso central. Isso ocorre por meio de um bloqueio da inibição ou de um estímulo dos neurônios. Essa estimulação é feita por meio de algumas condições: aumento da despolarização neural; aumento da quantidade de neurotransmissores disponíveis; alongamento da ação dos neurotransmissores; fragilidade da membrana neural; diminuição do tempo de recuperação sináptica. Tem como principais características causa ao usuário:
    • Sensação intensa de euforia e controle.
    • Estado de excitação, exibindo muita energia.
    • Diminuição do sono e aumento dos reflexos.
    • Perda de apetite e sensação de náusea.
    • Fala muito rápida devido ao aumento da pressão e frequência cardíaca.
    • Descontrole emocional devido à perda da noção da realidade.
  3. Alucinógenos: são drogas como o LSD, a quetamina e os cogumelos alucinógenos. As drogas que perturbam o sistema nervoso central induzem alterações profundas na percepção da realidade, causando alucinações visuais e auditivas. Além disso, essas substâncias podem modificar o estado de humor, levando a euforia intensa ou profunda depressão. Os processos de pensamento também são afetados, tornando difícil a concentração e a tomada de decisões. Tem como principais características causa ao usuário:
    • Alucinações, principalmente visuais.
    • Sensação alterada do tempo e do espaço.
    • Facilidade em entrar em pânico e/ou exaltação.
    • Noção exagerada de grandiosidade.
    • Delírios relacionados com paranoia e perseguições.
Em sua maioria, os medicamentos que mais causam efeitos fatais pertencem à classe dos depressores e estimulantes; mas isso não quer dizer que alucinógenos não podem ter efeitos tóxicos ou aditivos. 
As drogas também podem ser divididas em outras três subcategorias:
  1. Drogas naturais: como a maconha e o ópio.
  2. Drogas sintéticas: que são produzidas de forma artificial em laboratórios, como o ecstasy e o LSD.
  3. Drogas semi-sintéticas: como heroína, cocaína e crack.

Não existe um consenso na literatura sobre qual droga seria a mais perigosa, já que isso dependeria do ponto de vista do que é considerado perigoso, per se. Se estivéssemos considerando a potencialidade de morte por dose, é claro que drogas com maior potencial de overdose são mais perigosas; mas se considerarmos o longo prazo, a nicotina se apresenta como uma das substâncias que mais certamente acabam gerando consequências na saúde dos usuários a longo prazo.

Porém, classifiquemos as drogas que apresentam tanto caráter depressor, quanto estimulante e alucinógeno, para conseguir diferenciar as atribuições de toxidade de cada categoria. Desta forma, estas seriam as drogas mais perigosas da história da humanidade.

  • Ácido Nitroso (também conhecido como: Nitrito de Amila)
  • Álcool
  • Anfetamina (também conhecido como: Speed)
    • Flakka
    • Metanfetamina
  • Benzodiazepina
    • Alprazolam (também conhecido como: Xanax)
    • Bromazepam (também conhecido como: Lexotan/Lectopam/Lexaurin/Lexatin/Lexotanil/Bromam)
    • Clonazepam (também conhecido como: Rivotril/Rivatril/Klonopin/Iktorivil/Paxam)
    • Diazepam (também conhecido como: Antenex/Apaurin/Apzepam/Apozepam/Diazepan/Hexalid/Normabel/Pax/Stesolid/Stedon/Tranquirit/Valium/Vival/Valaxona)
    • Flunitrazepam (também conhecido como: Rohypnol/Hipnosedon/Vulbegal/Fluscand/Flunipam/Ronal/Rohydorm/Hypnodorm)
    • Lorazepam (também conhecido como: Ativan/Orfidal/Lorenin/Lorsilan/Temesta/Tavor/Lorabenz)
  • Cafeína
  • Cannabis
    • Cannabis sativa
    • Cannabis indica
    • Cannabis ruderalis
    • Canabidiol Sintético (também conhecido como: K2/Spice)
    • Haxixe
      • Óleo de Haxixe
    • Skank (também conhecido como: Skunk)
  • CHB (também conhecido como: Boa-Noite-Cinderela)
  • Cocaína
    • Crack
  • Datura
    • Burundanga
  • Fenciclidina (também conhecido como: PCP/Pó de Anjo/Poeira da Lua/EA-2148)
  • Fentanil
  • Heroína
    • Krokodil
  • MDMA (também conhecido como: Ecstasy)
  • Mescalina
  • LSD
  • Opióides
    • Hidrocodona (também conhecido como: Vicodin)
    • Metadona
    • Morfina
    • Oxicodona
  • Óxido Nitroso (também conhecido como: Gás do Riso)
  • Solventes
    • Clorofórmio
    • Cola
    • Éter
    • Lança-Perfume
  • Tabaco
    • Nicotina
  • Triptamina
    • Dimetiltriptamina (também conhecido como: DMT)
      • Ayahuasca
      • Vinho de Jurema
    • Psilocibina
    • Psilocina

Referências Bibliográficas:

  • NUTT, D.; KING, L.; PHILLIPS, L. Drug harms in the UK: a multicriteria decision analysis. The Lancet: v. 376, n. 9752, p. 1558–1565, 2010.

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